O amor é… pois… é uma...!

By Flor - 8/01/2010 04:23:00 da tarde



Sempre foste muito esperta e essa tua infindável esperteza é que me deu cabo do juízo. Enredei-me de tal forma em ti, que nunca mais te consegui tirar da cabeça e mais tarde do coração, esse, ficou tão vidrado e encadeado por ti que um dia me dei conta… chamar-te de ‘sol’ não era de todo uma falácia. O amor é assim, não se lhe pode dar muita trela ou ele começa a trepar paredes, passear-se em muros e a ultrapassar barreiras, e depois? Depois quem se lixa, somos nós – sou eu – que andamos a sofrer, como cães abandonados ao relento a vaguear pelas ruas. E nem adianta caírem-nos aos pés outras pinhas de Outono, onde nos vamos refugiando, coleccionando momentos prazerosos na companhia de corpos desprovidos de rosto. Basta distrair-me um segundo e lá estás tu dentro da minha cabeça, voltando à minha mente com toda a força, tal e qual as vagas de frio em plena Era Glacial. Fico cego com esse teu ar de princesa da Disneyland misturado com a dose certa de inteligência e genuinidade. Quando se tropeça numa mulher como tu, o que é que se faz?? Pois claro, cai-se redondo no chão, knock out na hora sem a mínima oportunidade de ripostar o golpe certeiro. Não fazes mesmo parte do planeta terra, é um facto, e não se pode olhar demasiado para o teu rosto risonho sem se cair, literalmente, de amores por ti. E eu, feito burro, não desviei o meu olhar nem por nada. Seria mais inteligente ter-me atirado de um avião sem pára-quedas, parava por aí numa nuvem, metia-me nos copos, arranjava uns bagacinhos temporários e curava-me deste feitiço que me lançaste. Pior a emenda que o soneto, ainda te encontrava ou começava a alucinar e a ver-te em todo o lado, tu que és anjo e nem por nada deste mundo ou do outro – mais do outro, claro – abandonas o teu céu. O amor é mesmo um gajo lixado e a mim apanha-me sempre de ponta, não posso andar por aí descansado a curtir as minhas necessidades que ele aparece e f*** tudo. Fazes-me sentir borboletas na barriga e aquelas parvoíces todas pirosas e lamechas de miúdas, fico com as mãos suadas quando me sorris e basta chegares perto que fico com electricidade estática e desato a tremer como um puto com medo de ir para a escola porque lhe roubaram a bola de futebol no dia anterior. Eu já sabia que esta minha mania de seguir as setas um dia ia dar mau resultado, – olha, e deu – mas tu já sabias isso, já sabias muito antes de eu sequer imaginar, lês pensamentos, tens poderes telepáticos e atrofiaste-me o cérebro, foi o que foi, deves ser bruxa ou prima da Maya,quiçá! Odeio-te! Ou não! Era bom era! Vai sonhando… Ainda por cima tens um código penal só teu, com regras e leis que cumpres religiosamente… Quantas vezes é que eu te poderia levar para ‘maus caminhos’? Zero! Zero vezes! Pequena, Pequena… Mas amanhã vai ser outro dia, o tempo irá passar, até chegar O Dia, não te preocupes, não te exaltes, não te passes, não é O Dia que te vou levar para a cama. Não... É O Dia em que não te vou querer mais nela.


(31710)
(iA)


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