Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

Pensamentos soltos II


O tic-tac do relógio como pano de fundo sempre a zumbir no quarto vazio. Lá fora a chuva de Outono a cair na calçada e os carros a passar de longe a longe, apressados, chapinando nas poças de água espalhadas pela estrada. Uma luz difusa do candeeiro pousado na mesa-de-cabeceira e uns pontos a reluzirem para lá da janela. O chão povoado pelo meu corpo colado no tapete das flores e os olhos pregados no tecto, contando as estrelas que não sucumbiram à força da gravidade. Neste subterfúgio, qualquer coisa me serve para uma tentativa falhada de atraiçoar a saudade que me murmura: ‘Gosto de ti’…

Bonito eufemismo. Nunca te tornas velho cliché e os minutos que te antecedem a chegada, quebram repetidamente à contagem inicial. És sempre a minha primeira vez.


*flor*

(131110)

4 aconchegos:

  1. A minha saudade não murmura, a minha saudade grita "Gosto de ti"

    Adoro o que escreves, consigo sempre sentir.

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  2. Vera, a Loira*. . . Põe os dedos nos ouvidos e diz: 'lálálá não estou a ouvir' como fazem os meninos pequeninos! ^^,

    Adoro, ler isso. *.*

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  3. A saudade grita feita louca... e instala-se de forma imperiosa.

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  4. Olá Flor! estava com dificuldades em comentar-te mas estou a conseguir uff!!

    como sempre impressiona-me a forma como usas as palavras e as tornas doces, parece um truque de magia :)

    O que mais me marcou foi a frase: "És sempre a minha primeira vez."

    Profundo...

    beijos Flor e bom fim de semana

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