
O tic-tac do relógio como pano de fundo sempre a zumbir no quarto vazio. Lá fora a chuva de Outono a cair na calçada e os carros a passar de longe a longe, apressados, chapinando nas poças de água espalhadas pela estrada. Uma luz difusa do candeeiro pousado na mesa-de-cabeceira e uns pontos a reluzirem para lá da janela. O chão povoado pelo meu corpo colado no tapete das flores e os olhos pregados no tecto, contando as estrelas que não sucumbiram à força da gravidade. Neste subterfúgio, qualquer coisa me serve para uma tentativa falhada de atraiçoar a saudade que me murmura: ‘Gosto de ti’…
Bonito eufemismo. Nunca te tornas velho cliché e os minutos que te antecedem a chegada, quebram repetidamente à contagem inicial. És sempre a minha primeira vez.
*flor*
(131110)
A minha saudade não murmura, a minha saudade grita "Gosto de ti"
ResponderEliminarAdoro o que escreves, consigo sempre sentir.
Vera, a Loira*. . . Põe os dedos nos ouvidos e diz: 'lálálá não estou a ouvir' como fazem os meninos pequeninos! ^^,
ResponderEliminarAdoro, ler isso. *.*
A saudade grita feita louca... e instala-se de forma imperiosa.
ResponderEliminarOlá Flor! estava com dificuldades em comentar-te mas estou a conseguir uff!!
ResponderEliminarcomo sempre impressiona-me a forma como usas as palavras e as tornas doces, parece um truque de magia :)
O que mais me marcou foi a frase: "És sempre a minha primeira vez."
Profundo...
beijos Flor e bom fim de semana