E mais uma vez partiste.
Seguindo a estrada das nossas vidas
desiguais.
No suspiro amargo da ausência,
preso a dois corpos que demoram.
Somos
dois meros espectadores adormecidos,
duas mãos cravejadas de saudade e
carência,
no anseio de um abraço que não chega.
Perpetuamos o manto suave dos
gestos de doçura,
deixando vestígios difusos,
na vaga possibilidade de um
futuro sem despedidas.
Neste crepúsculo que antevê uma noite sem estrelas,
abrevio-te a distância, deixando-te, meu amor,
com um beijo que não passe
nunca.
(21110)

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